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28/12/2018
Escola Municipal Alexandre Bacchi e o Método das Boquinhas
Postado por: Secretaria da Educação
Escola Municipal Alexandre Bacchi e o Método das Boquinhas

Uma nova forma de alfabetizar. Esse é o objetivo do Método Fonovisuoarticulatório, carinhosamente apelidado de Método das Boquinhas, aprovado como Tecnologia Educacional pelo MEC em novembro de 2009, 2010 e 2011, sendo atestado para como eficiente para alfabetizar e recuperar a alfabetização de crianças, jovens ou adultos. Seu desenvolvimento foi alicerçado na Fonoaudiologia, em parceria com a Pedagogia, que o sustenta. Focado na inclusão, é de fácil aplicabilidade e compreensão e está sendo utilizado pela professora Morgana Mattiello na turma do 1º ano 13, da Escola Municipal de Ensino Fundamental Alexandre Bacchi.
Trata-se de uma metodologia de base multissensorial, fônica-visuo-articulatória, propiciando rapidez e segurança na associação do fonema ao grafema (som à letra) uma vez que é uma Metodologia Sintética, Concreta e Sinestésica e acrescenta o diferencial do articulema (boquinha), contribuindo para o real aprendizado e recuperação da leitura e escrita. Pode ser usada na íntegra, como metodologia adotada pela escola, ou como uma ferramenta de trabalho para a conversão fonema/grafema, sendo inserida na metodologia adotada pela escola,
O Método viabiliza e favorece a alfabetização a partir da conscientização fonoarticulatória. Com esse conhecimento, atinge-se seguramente, e de maneira rápida e eficaz, a conversão fonema/grafema, viabilizando a compreensão e utilização do sistema de escrita alfabética da Língua Portuguesa.
Assim, se torna um método oralista, fônico e articulatório de alfabetização, que além de viabilizar a aquisição da leitura e escrita pela fala, fortalece a correta articulação, propiciando uma mediação pedagógica e preventiva das alterações fonológicas de fala e processamento auditivo, reforçado nas orientações de atuação da Fonoaudiologia na Educação.

Por que o método Boquinhas funciona?
O ponto de partida do ser humano na aquisição de conhecimento reside na boca, inicialmente exercendo a função de respirar, seguida de se alimentar e paulatinamente na produção de sons – fonemas, que são transformados em fala, meio de comunicação inerente ao ser humano. Assim, partindo-se do pressuposto de que as habilidades de falar e escutar, no que diz respeito aos sons da língua, já estariam dominadas pelas crianças, pelo menos em termos de possibilidades neurogenéticas, essas habilidades poderiam nortear o universo a ser descoberto, isto é, a leitura e escrita.
No método, a criança é levada a ler, escrever e pensar, aprendendo com maior prazer, segurança e eficiência o uso significativo da leitura/escrita, bem como a adquirir maior velocidade e consciência na sua aquisição, num tempo inferior ao que levaria se comparado ao ensino tradicional. Além disso, Boquinhas estimula a criança a lidar com a língua escrita, mecanismo que a auxiliará, futuramente, a desenvolver um automonitoramento e outras destrezas metacognitivas importantes para construir textos significativos, interpretá-los, identificar a informação mais importante, sintetizar e gerar perguntas.
Dessa forma, percebe-se nitidamente que as crianças aprendem com maior prazer, segurança e eficiência o uso significativo da leitura/escrita, bem como, adquirem maior velocidade e consistência na sua aquisição, em um tempo inferior ao que levariam se comparado ao ensino tradicional.
Os resultados da aplicabilidade do Método das Boquinhas no 1º Ano/13 são surpreendentes. No final deste ano letivo, a turma conta com 97% dos alunos em Nível Alfabético. Através das atividades multissensoriais, os alunos despertaram o desejo pela aprendizagem formal e participam efetivamente das aulas. Segundo os alunos “ler e escrever é fácil. Só precisamos pensar no som das letrinhas e juntá-las!”