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21/02/2018
Programa Mais Saúde: Saiba mais sobre a hipoglicemia
Postado por: Secretaria da Saúde
Programa Mais Saúde: Saiba mais sobre a hipoglicemia

Hipoglicemia não é uma doença, mas sim um sintoma ou sinal que alguma coisa está errada no organismo. Ocorre quando a taxa de glicose no sangue diminui para valores inferiores de 70 mg /dL.
Quais os sintomas da hipoglicemia? Tonturas, confusão mental, dores de cabeça, tremores, suor, fome, palpitação, sensação de desmaio, palidez.
Por que quem é diabético está mais sujeito a ter hipoglicemia? Não é por causa do diabetes, mas, por conta das medicações de controle de insulina, medicações que baixam a glicemia. Se o paciente ficar muito tempo sem se alimentar corretamente, praticar exercícios físicos intensos, alimentar-se inadequadamente, poderá ter um desequilíbrio no organismo, levando à hipoglicemia.
Existem outras causas para a hipoglicemia? Sim, existem diversas. Como exemplo, posso citar alterações no hormônio glucagon, que possui a função de regular a liberação de insulina. Temos também outros hormônios que podem desregular a glicose que são: o cortisol (hormônio do estresse), o GH (hormônio do crescimento) e a adrenalina (produzido pela glândula supra renal, onde prepara o organismo para realizar atividades físicas e esforços físicos). Então qualquer deficiência na secreção de glucagon, da adrenalina, do GH ou do Cortisol pode também levar à hipoglicemia.
A pessoa que tem uma dieta restritiva de açúcar e carboidratos simples pode ter hipoglicemia? Sim, também pode ter hipoglicemia. Achamos que só quem é diabético tem hipoglicemia, mas quem faz dieta muito restrita também pode ter queda de glicemia. As pessoas que ingerem muito açúcar e doces podem ter quedas de glicemia, fazendo um efeito inverso.
Quanto é uma glicemia baixa? O que se deve comer para aumentá-la? Caso a glicemia esteja abaixo de 70 mg/dl recomenda-se o consumo de 15 a 20 gramas de carboidratos, o que representa um copo de suco de laranja, ou um copo de água de coco, ou uma colher de mel, ou uma colher de uvas passas, esses alimentos aumentam a glicemia rapidamente.
Existe também a hipoglicemia reativa. O que é isso? É aquele caso que a pessoa toma um café da manhã rico em carboidrato simples, com pão branco, suco concentrado de laranja, com bolo e geleia e que no meio da manhã começa a sentir tonturas, tremores, enjoo, palpitações. O que aconteceu? Muito carboidrato simples na mesma refeição fez com que a insulina aumentasse rápido demais e em questão de duas horas após a refeição, a glicose decaiu bruscamente, ocasionando os sintomas de tonturas, tremores, enjoo e palpitações.
O que pode ajudar a controlar a glicemia para não acontecer a hipoglicemia reativa? Lembrando que a pessoa diabética nunca deve comer o carboidrato isolado, se tiver muita vontade de comer esses carboidratos simples, sempre adicione na comida e nas frutas, uma pitada de canela em pó ou fibras como: farinha de casca de maracujá, aveia, granola natural, sementes de chia, linhaça ou gergelim trituradas; também pode-se incluir gorduras boas como abacate, azeite de oliva e as oleaginosas (castanhas, nozes, amêndoas); nas principais refeições acrescente 100 gramas de batata yacon crua ralada, tempere a mesma igual as saladas. Todos esses alimentos são considerados bloqueadores de carboidratos, eles ajudam a manter a glicemia estável das refeições. Deve-se evitar o consumo de mais de um carboidrato na mesma refeição. A pessoa diabética pode consumir uma porção pequena de batata doce diariamente, pois esse alimento é de baixo índice glicêmico. Dar preferência aos alimentos integrais como o arroz integral, massa de arroz, entre outros. Atenção, cuidado com a batata inglesa, o aipim e a tapioca. Eles são saudáveis, mas são de alto índice glicêmico e para a pessoa diabética aumentam muito rápido a glicemia no organismo. O tratamento basicamente consiste em ajustar as quantidades e o tipo de carboidrato na alimentação e diminuir alimentos de alto índice glicêmico, além de incluir a atividade física regular, e se necessário uma suplementação de nutrientes e fitoterápicos que diminuam a resistência insulínica e equilibre o organismo como um todo. Sabe-se que 20% é fator genético, aquilo que herdamos nos nossos genitores, mas que 80% depende do meio ambiente, onde entra nosso livre-arbítrio, as nossas escolhas.

Programa Mais Saúde, sob responsabilidade das nutricionistas Michele Dagnese e Ana Paula Trentin- Secretaria da Saúde de Guaporé